Inclusão e/ou exclusão digital: o que temos a dizer?

 














Na sala falei que uma das críticas ao ensino remoto foi o escancaramento de um cenário de exclusão digital no nosso país. Mas como vimos em nossa disciplina, Tecnologias Aplicadas ao Ensino, não podemos ficar nas narrativas. Lendo o livro Mapa da Exclusão digital no Brasil, publicado em 2003, ou seja, há 23 anos, o que mudou? Que lições podemos tirar dessa leitura? 

O outro livo, Inclusão Digital, do Nelson Pretto e da Maria Bonilla, de 2011, também apresenta alguns panoramas do cenário digital no nosso país. O que vocês podem destacar?

Deixem aqui suas impressões, percepções, dúvidas, críticas e proposições.

Um bom Natal, gente querida e um Feliz Ano Novo em 2024!💓



Comentários

  1. Com o avanço da tecnologia, a internet se tornou uma das ferramentas mais importantes para a comunicação, informação e trabalho em todo o mundo. No entanto, ainda existem milhões de pessoas que não têm acesso à Internet. A exclusão digital é um problema global que limita o acesso às informações necessárias para uma vida saudável, educada e bem-informada. Felizmente, a tecnologia tem o poder de democratizar o acesso à Internet e criar oportunidades para todos.
    Investir em infraestrutura de telecomunicações de última geração é uma forma eficiente de democratizar a conectividade. Com uma infraestrutura de qualidade, a população de todas as áreas, incluindo zonas rurais e remotas, pode se conectar com mais facilidade. Além disso, disponibilizar planos de Internet acessíveis é outra medida para tornar a conectividade disponível para mais pessoas. É fundamental que o governo invista em políticas públicas e projetos de banda larga para tornar a conectividade mais acessível e de qualidade para todos. A internet é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento social e econômico do país, e a democratização do acesso à tecnologia é um passo crucial para que mais brasileiros possam usufruir de seus benefícios.

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    1. Muito bem! A tecnologia já foi visto pela UNESCO como um mecanismo essencial no desenvolvimento de pessoas, mas há que haver condições para que ela possa proporcionar seu potencial.

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  2. Os Comitês para a democratização da Informática (CDI), na década de 1990, tinham como proposta "promover a inclusão social de populações menos favorecidas, especialmente jovens, utilizando as tecnologias da informação e comunicação como instrumento para construção e o exercício da cidadania" (BAGGIO, 1995). Foi usada como política na perspectiva da ID (Inclusão No livro Mapa da Exclusão Digital (2003), observamos como a transitoriedade de ações voltadas a melhorar a educação de grande parte de nossa população (mais pobre) não os alcança, não pela falta de recursos, esses existem, mas sua empregabilidade e eficiência não ocorrem por uma série de fatores, entres estes reside a questão de que pobres não precisam de conhecimento e senso crítico, para eles basta um emprego que lhe garanta a subsistência. Para Bonilla e Pretto (2011), esse desafio não é apenas brasileiro, mas mundial. "A inclusão é um problema cultural e não apenas econômico ou cognitivo. Países com uma população financeiramente equilibrada enfrentam também problemas, seja de rejeição ou de desconhecimento das potencialidades das TIC". Contudo, no caso do Brasil, é mais massivo pelo grande processo de desigualdade que temos em nossa sociedade. Os autores também trazem uma observação acerca das políticas educativas e sociais que deixam a cargo das operadoras privadas de telecomunicações o planejamento dos processos de conexão nas escolas. Ou seja, a tecnologia é fundamental no desenvolvimento de uma sociedade, para tanto, sua população precisa participar de forma ativa e que programas e ações se estruturem para acontecerem a médio e longo prazo, garantindo assim sua eficiência.
    No Brasil o caráter assistencialista ainda demarca o teor de políticas sociais. O livro Mapa da Exclusão Digital (2003, p. 17) traz a tipologia das políticas que são implementadas desde sempre no país, compensatórias e estruturais. Entra governo, sai governo, e as mesmas redundam no cenário político social. Se sua implementação de fato fosse complementar uma da outra, teríamos ações eficazes, mas isso não acontece. Prova disso aconteceu em 2020 com o advento da pandemia do Sars-Cov 19, que escancarou a desigualdade econômica, social, cultural e principalmente digital de nossa sociedade. Escolas que não tinham estrutura para o ensino remoto, professores sem conhecimento de equipamentos eletrônicos e do uso de tecnologias e suas ferramentas, além da extrema exclusão digital que crianças e jovens pobres passam em pleno século 21. Esse acontecido mostrou claramente que o processo de globalização não atingiu a todos com seu desenvolvimento, vivemos numa sociedade da informação, mas que não permite o acesso igual a todos.
    Referências:
    BONILLA, M. H. S; PRETTO, N. De L. (Orgs.) Inclusão digital: polêmica contemporânea. - Salvador: EDUFBA, 2011. v. 2. 188 p.
    Mapa da Exclusão Digital/Coordenação Marcelo Cortes Neri. – Rio de Janeiro: FGV/IBRE, CPS, 2003. 143 p.

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    1. Você observa que no texto os autores falam que a tecnologia é um meio para desenvolvimento da cidadania? E que também demanda ecossistema cultural? Para entender a importância de também prover o capital intelectual e cultural depende de condições estruturais.

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  3. Em decorrência do cenário que evidencia uma grande disparidade no acesso e uso das tecnologias digitais entre diferentes grupos sociais e, levando-se em consideração os riscos dessa realidade social excludente, diversos programas de governo, em vários países passaram a implementar políticas públicas compensatórias.
    Tais medidas, voltam-se para a universalização do acesso às tecnologias da informação e comunicação, sendo declaradas
    como ações de combate ao que se denomina por exclusão digital. Essas medidas,
    em termos gerais, são conhecidas como programas ou projetos de inclusão digital que tem por objetivo a democratização da tecnologia.
    No entanto, percebe-se que no Brasil apesar dos diversos programas que buscam a inserção de indivíduos no mundo digital, ainda há uma parcela de indivíduos que não são "alfabetizados" para a utilização das TIC's, decorrente de uma série de fatores como: a falta de acesso a aparelhos digitais (celulares, computadores etc), diferenças regionais, seja por questão ideológica ou cultural, ou seja, que se recusam a inserir-se nesse universo.
    Para Alvin Toffler, "os analfabetos do século XXI não são aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender".

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    1. É, Vanessa, é bem complicado meesmo. E precisamos mesmo observar se isso não é projeto de nação. Cazuza não cantava: "Brasil, quem é que paga para gente ficar assim?" É preciso compreender que somos um dos países que mais utilizam tecnologias no mundo, mas não as produzimos, nem as utilizamos, por vezes, no próprio desenvolvimento humano, cultural e profissional.

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  4. O cenário digital no Brasil tem evoluído rapidamente, com o aumento da conectividade e o crescimento do uso de tecnologias. A expansão da banda larga, o aumento da penetração de smartphones e o avanço do comércio eletrônico são tendências significativas. Além disso, o país tem visto um aumento na adoção de serviços financeiros digitais e no desenvolvimento de startups em diversas áreas, incluindo saúde, educação e agritech. No entanto, desafios como a inclusão digital e a segurança cibernética continuam a ser áreas de atenção.
    A exclusão digital refere-se à disparidade no acesso e uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC). Isso pode incluir a falta de acesso à internet, a ausência de habilidades digitais e a limitação no uso de dispositivos eletrônicos. A exclusão digital pode criar divisões sociais e econômicas, uma vez que aqueles que não têm acesso às tecnologias digitais podem perder oportunidades educacionais, de emprego e de participação plena na sociedade moderna. Estratégias para reduzir a exclusão digital incluem o desenvolvimento de infraestrutura de TIC, programas de alfabetização digital e a promoção da acessibilidade.
    Eu passei por essa exclusão digital na pandemia. As aulas remotas foram infelizmente um terror na minha vida acadêmica, pois só tinha um celular de baixa qualidade para acessar uma plataforma pouco prática ( SIGUEMA) para assistir as aulas. Mas a partir do momento que os professores recorreram a outra plataforma ( MEET) as aulas ficaram mais acessíveis, porém , o celular não suportava 4 horas seguidas de aula.
    Essa é minha contribuição para o fórum!

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    1. Oh, Jesuíta, entendo completamente. Porque os professores que fizeram isso, transformaram as aulas, aulas televisivas, mantendo a forma das aulas presenciais. E eles também desconheciam o cenário socioeconômico dos alunos. Isso ajuda a manter um cenário de exclusão mascarada com acessos e várias interrupções no uso.

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  5. Numa era tão globalizada, em que a tecnologia está tão avançada, ainda existem muitas pessoas excluídas digitalmente. Percebe-se que há várias barreiras, e que não se restringe apenas a não ter o acesso físico às novas tecnologias, é também, ter acesso e não ser capaz de utilizá-las. A exclusão digital é também um problema social brasileiro. Não se trata de ficar sem acesso às redes sociais, ela impede de gozar da plena cidadania.
    Alguns aspectos corroboram para a exclusão digital, como: o acesso aos equipamentos necessários para acessar a internet, pois nem todos possuem computador ou celular com acesso à internet; a capacidade de pagar pelo serviço de internet (de nada adianta ter o computador ou celular se não tem o serviço; não adianta ter o serviço se o indivíduo não consegue pagar por ele),;capacitação do usuário para utilizar essas ferramentas, pois nem todos conseguem utilizar de forma correta as TICs; a barreira linguística ,visto que vários usuários não conseguem entender os conteúdos, que em algumas plataformas ou aplicativos a maior parte dos textos está escrito em inglês ((eu me incluo em algum momento desse), ou mesmo os textos escritos em português devido à nossa alta taxa de analfabetismo funcional esses usuários terão dificuldade para interpretar textos um pouco mais complexos. Ao meu ver, esses são alguns dos vários fatores que levam à exclusão digital, que vai além da mera dificuldade de compartilhar fotos na sua rede social favorita, ela compromete a cidadania, à medida que as informações mais importantes para o nosso dia-a-dia estão na internet: os fatos, os acontecimentos, as maneiras de acessar espaços e direitos , etc. Portanto, tudo isso se traduz em exclusão digital.

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  6. A nossa sociedade apresenta uma desigualdade muito grande e no cenário tecnológico não é diferente mesmo em plena era do conhecimento, a exclusão digital é uma realidade dos menos favorecidos, isso ficou bem claro com a pandemia, muitos alunos não tinham acesso a celular, porque na maioria das casas só quem tem celular são os pais e eles precisam trabalhar e não tinha essa possibilidade de deixar o celular em casa com o filho, ou apenas um celular para dois ou mais filhos, o que acarretava sempre atraso nas entregas das atividades. Isso quando muitas das vezes, nem sequer wi-fi possuíam e a rede móvel não era suficiente para atender essa demanda. A exclusão digital também perpassa pelo analfabetismo digital, até vemos alunos com celulares que têm várias capacidades, mas infelizmente muitos não sabem utilizar todas as capacidades corretamente. “Pobres precisam, acima de tudo, de oportunidade. Oportunidades hoje são representadas pela posse de ativos ligados à tecnologia da informação.”( Mapa da exclusão digital, 2003, pg 16.)

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  7. Dado um ambiente social em que não existam disparidades sócio-econômicas, o uso de tecnologias de informação e comunicação parece ser promissor e possuir um potencial fantástico. Mas sabe-se que na realidade de países como o Brasil a exclusão digital deve ser considerada ao se pensar no uso de novas tecnologias para que estas não venham a perpetuar a exclusão e criar um abismo ainda maior entre os que têm e os que não têm acesso às inovações tecnológicas. No Brasil a inclusão digital ainda não é realidade.

    A problemática da exclusão digital apresenta-se como um dos grandes desafios deste início de século, com importantes conseqüências nos diversos aspectos da vida humana na contemporaneidade.Pierre Lévy, filósofo francês, pensador da área de tecnologia e sociedade, afirmou que: “toda nova tecnologia cria seus excluídos”.
    VESCE, Gabriela E. Possolli. Eclusão digital. Inforescola, 2023. Disponivel em: https://www.infoescola.com/sociologia/exclusao-digital/. acesso em 26 de dezembro de 2023.

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  8. A exclusão digital refere-se aqueles que estão desprovidos ou têm baixos níveis de acesso às tecnologias da informação e da comunicação, o que podemos notar muito constantemente ao nosso redor. O que pode acontecer de diversas maneiras, níveis e grupos sociais. Como também, pode estar relacionado à pobreza, e ainda relacionado ao nível cognitivo e linguístico. O que vem afetando uma grande parte da população, e assim, reafirmando as desigualdades socioeconômicas existentes na sociedade. Podemos dizer, que para haver uma inclusão digital, não basta apenas ter acesso aos computadores e redes de internet, tao pouco, apenas ensinar informática a uma pessoa, mas sim, capacita-lo com essas tecnologias, para que possam utilizá-las em benefício próprio e coletivo.

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  9. O termo exclusão digital diz respeito àqueles que estão desprovidos ou têm baixos níveis de acesso às tecnologias da informação e da comunicação. Isso pode acontecer de diferentes formas e níveis, que envolvem mais que o acesso a aparelhos eletrônicos. Esse fator está normalmente relacionado à pobreza e pode acontecer no nível tecnológico, mas também financeiro, cognitivo, instrumental ou linguístico.

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  10. Exclusão Digital fala ou mostra diversos mapas com índices de pessoas, raças, locais e etc, que muitas vezes possuem algum meio tecnológico ou não, que usam, mais ou menos ou não usam a internet. O que vemos é uma discrepância ao crescente avanço das tenologias, mas infelizmente não é acompanhado ou desconhecido por milhares de pessoas no país.
    Em inclusão digital vemos a falta de políticas públicas para melhorar o acesso a população sobre o uso das tecnologias digitais, não utilizar como uma ferramenta qualquer, mas com uso consciente e crítico com o intuito de comunicar, produzir conhecimento, socializar cultura, e aos que não conhecem, não compreendem o
    contexto tecnológico contemporâneo, e não conseguem se articular para aprender, reivindicar, propor e provocar transformações na sociedade.

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  11. Em meio ao cenário atual, a inclusão digital continua avançando mas não com a mesma equidade em todo país , os órgãos governamentais têm papel central nessa questão, precisam garantir que todos possam participar, desenvolvendo soluções inclusivas, um problema decorrente é a desigualdade no acesso a internet se chama exclusão digital. Este fosso se torna ainda maior quando falamos de regiões á espera da expansão do 5G.

    Num primeiro momento existem os tipos de exclusão digital; exclusão de acesso, exclusão de uso, exclusão de qualidade de uso. Mas o que atribui cada um desses? Deve-se esclarecer que a exclusão de acesso refere-se ás possibilidades que as pessoas têm de acessar a este recurso, aqui entra em jogo as diferenças socioeconômicas entre as pessoas, isso exige infraestruturas muito caras para regiões menos desenvolvidas e áreas rurais, seguindo esse raciocínio temos a exclusão de uso que faz referência a falta de competências digitais que impede o manejo da tecnologia e para dar um exemplo a UIT indica que há 40 países onde mais de a metade de seus habitantes não sabem anexar um arquivo em um e-mail, e por último temos a exclusão de qualidade de uso ou seja tirar o máximo proveito possível da mesma, ou seja acesso a informação de qualidade. A consequência da exclusão trouxe a discriminação tecnológica, constitui uma forma de pobreza e exclusão social ao privar uma parte da população de recursos essenciais para se desenvolver e gerar riquezas , pudemos ver isso durante a pandemia da COVID-19 muitos estudantes e trabalhadores e profissionais na área da educação tiveram dificuldades para trabalhar remotamente e seguir suas aulas online. A inclusão e a exclusão são bilaterais ,A maneira como ela é definida e percebida depende do nível de desenvolvimento cultural, tecnológico e político de cada sociedade, em segundo plano vale frisar que a falta de inclusão de acesso a computadores reflete sem dúvidas o nível desigual de riquezas e escolaridade entre as diferentes regiões e cidades.

    Contudo, com o objetivo de minimizar a problemática da inclusão e exclusão digital para que a Inclusão Digital diminua o efeito colateral da Exclusão digital, é necessário capacitar as pessoas com essas tecnologias para que possam utilizá-las em benefício próprio e coletivo e ao mesmo tempo tornando essas pessoas com senso crítico de tudo o que pode acontecer ao seu redor.

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  12. O uso das tecnologias se tornou necessário para os indivíduos, elas podem contribuir na realização de tarefas, é uma forma de aprender e apresentar o conhecimento de maneira mais prática. Contudo, o acesso não é para todos. Muitas pessoas não têm acesso às informações e não conseguem executar serviços utilizando as tecnologias. A exclusão digital é um fator evidente no Brasil, exemplo disto, é a obrigatoriedade do curso de informática que muitas empresas fazem, Silveira ( 2003, p.19) afirma que "o mercado não irá incluir na era da informação os extratos pobres e desprovidos de dinheiro '.Muitos não podem pagar pelo curso que resulta na não contratação dessas pessoas.

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  13. A exclusão Digital também pode ser conhecida por infoexclusão. Numa era tão globalizada, em que a tecnologia está tão avançada, ainda existem muitas pessoas excluídas digitalmente e isso não significa apenas não ter acesso físico às novas tecnologias. É também ter acesso e não ser capaz de as utilizar.
    A discriminação tecnológica constitui uma forma de pobreza e exclusão social ao privar uma parte da população de recursos essenciais para se desenvolver e gerar riqueza. Pudemos ver isso de forma clara durante a pandemia onde muitos estudantes e trabalhadores tiveram dificuldades para trabalhar e conseguir dar aula remotamente

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  14. Diante de um dado contexto a exclusão digital pode ser conceituada como uma situação onde os indivíduos são privados de fazer uso das tecnologias de informação,seja pelo fato da insuficiência de meios de acesso ,seja pela carência de conhecimento ou até por falta de interesse.
    Atualmente vivemos diante de uma sociedade informatizada e muitos têm dificuldade ou até são impedidas para exercer alguma tarefa tornada mais simples pelo uso de serviços baseados em novas tecnologias.
    A realidade da exclusão digital está cada vez mais problemático,pelo fato de que as tecnologias estão cada vez mais abrangentes no nosso cotidiano,tanto para aprender como pra informar-se ou socializar .Por essa e outras questões o acesso ao ambiente digital é um direito assegurado por nacionais e internacionais.

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  15. A exclusão sócio-econômica desencadeia a exclusão digital, ao mesmo tempo que a exclusão digital aprofunda a exclusão sócio-econômica. A inclusão digital deveria ser fruto de uma política pública com destinação orçamentária a fim de que ações promovam a inclusão e equiparação de oportunidades a todos os cidadãos. Neste contexto, é preciso levar em conta indivíduos com baixa escolaridade, baixa renda, limitações físicas e etárias.
    Aplicando um olhar mais crítico, verifica-se que a solução para o problema da exclusão digital vai além das implementações de telecentros e disponibilização de terminais de acesso público. Os dois problemas, exclusão digital e social, têm que ser tratados juntos, analisando-se as características sociais que impactam no processo de inclusão digital e estando ciente de que a não participação dos indivíduos no processo tecnológico afeta o país sócio-economicamente. Para tanto, é necessário que o governo se mobilize e, além de disponibilizar as tecnologias, eduque, incentivando assim os cidadãos a utilizarem-nas para benefícios próprios e de sua nação.

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  16. O projeto Mapa da exclusão digital evidencia implicações significativas no desempenho estudantil, destacando a importância do acesso equitativo à tecnologia. A falta de recursos digitais, como computadores e conectividade, pode criar disparidades educacionais, afetando diretamente o aprendizado dos alunos. A exclusão digital pode resultar em limitações no acesso a recursos educacionais online, prejudicando a participação em atividades escolares virtuais, pesquisas online e o desenvolvimento de habilidades digitais essenciais nos dias de hoje.

    Além , o projeto, ao abordar o acesso à tecnologia em ambientes educacionais, destaca a necessidade de promover iniciativas que garantam a equidade no acesso digital nas escolas. Investir em infraestrutura tecnológica e fornecer treinamento adequado aos educadores para integrar efetivamente a tecnologia no processo de ensino pode ser fundamental. Portanto, o enfrentamento da exclusão digital contribui não apenas para a igualdade de oportunidades, mas também para melhorar o desempenho acadêmico, capacitando os estudantes a se envolverem de maneira mais eficaz com os recursos educacionais digitais disponíveis.

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  17. O projeto sobre exclusão digital propõe uma análise abrangente das ações de Inclusão Digital, reconhecendo a importância de combater um fenômeno enraizado em causas multifacetadas. A tardia inclusão da temática nas políticas públicas e a escassez de fontes sistemáticas de informação contribuíram para a falta de diagnósticos específicos no contexto brasileiro. Essa lacuna impede uma compreensão aprofundada das disparidades de acesso, seja em termos de capital físico, humano ou social, perpetuando a exclusão digital.

    As consequências da exclusão digital são vastas e impactam significativamente a sociedade. Desde a limitação do acesso a oportunidades de emprego até a restrição no exercício pleno da cidadania, a exclusão digital amplifica as desigualdades existentes. A falta de acesso à tecnologia digital pode resultar em um ciclo de marginalização, afetando o acesso à informação, educação e serviços essenciais. Em um mundo cada vez mais conectado, a exclusão digital não apenas prejudica a participação plena dos indivíduos na sociedade, mas também acentua as disparidades socioeconômicas, reforçando a importância de iniciativas como a proposta nesse projeto para mitigar esses impactos negativos.

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  18. O aumento da conectividade e a adoção de tecnologias têm impulsionado o cenário digital no país, onde esse avanço é fundamental para promover inclusão, trazendo à sociedade mais velocidade e muitas facilidades. Entretanto, enquanto alguns enfrentam desafios relacionados ao uso excessivo, outros lutam pelo acesso. Essa disparidade acentua as desigualdades sociais e as políticas de inclusão digital buscam reduzir essa exclusão, porém, enfrentamos desafios na implementação efetiva, como falta de recursos financeiros, estratégias inadequadas de acesso às tecnologias, falta de capacitação para o uso correto das TIC e ausência de acompanhamento contínuo para garantir a inclusão a longo prazo. Enfrentar essas barreiras é essencial para garantir oportunidades equitativas no mundo digital para todos.

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  19. A democratização digital, que pode ser considerado um sinônimo para a inclusão digital, mas, na verdade, é uma consequência dela, pode ser realizada pelos governos ou pelas parcerias com empresas de vários ramos, não só da tecnologia.
    No Brasil, ainda consideramos que a inclusão digital está caminhando a passos lentos. O crescimento da inclusão digital é lento pelas próprias características geográficas, sociais e culturais do país. Por isso, esperar apenas por iniciativas dos governos não é uma boa saída para atuar ativamente para acelerar a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. E a inclusão social é uma dessas maneiras de causar impactos positivos no país e no mundo.
    Assim temos no Brasil uma exclusão social enorme, A chave é entender que a barreira mais difícil não é a do acesso, mas a do uso. Isso ocorre porque as inovações tecnológicas dependem do uso que se faz delas e da maneira como elas afetam a vida das pessoas.
    Portanto, é crucial que cada indivíduo possa usar as inovações de acordo com as suas necessidades e interesses.
    Ter acesso à Internet não é suficiente. O problema é a exclusão do conhecimento das “habilidades digitais” necessárias para viver e trabalhar, sobretudo nas sociedades caracterizadas pela crescente importância da informação.

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  20. "Inclusão Digital", de Nelson Pretto e Maria Bonilla, destaca desafios persistentes, como a falta de infraestrutura em algumas regiões, desigualdades socioeconômicas no acesso à tecnologia e a importância de políticas públicas para promover a inclusão digital efetiva no Brasil. A inclusão digital é crucial para proporcionar oportunidades equitativas, enquanto a exclusão digital pode agravar disparidades sociais. Ambos os aspectos demandam atenção para garantir um acesso justo à tecnologia e seus benefícios. No Brasil, as dificuldades no acesso às tecnologias incluem disparidades regionais na infraestrutura de internet, desigualdades socioeconômicas que afetam a posse de dispositivos e a qualidade da conexão, além da falta de alfabetização digital em algumas comunidades. Esses desafios ressaltam a importância de políticas públicas eficazes para promover a inclusão digital e reduzir as lacunas existentes.

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